Rede de Sementes do Xingu inspira agricultores do Amapá na produção de sementes florestais

06/12/2014
Educação na Rede
Trocas de saberes

O Amapá é um dos estados com o bioma mais conservado do Brasil, no entanto, enfrenta grandes dilemas para tornar esse potencial em ações que resultem no desenvolvimento socioeconômico regional.

Buscando uma alternativa para o uso diversificado das florestas, o Instituto Estadual de Florestas do Amapá (IEF) tem realizado diversas ações para impulsionar o manejo comunitário. Especialmente na região do município de Serra do Navio, agricultores familiares e extrativistas apostam na semente florestal como uma alternativa de diversificação da produção, visando o manejo florestal além da madeira.

Agricultores estão aprendendo que podem ganhar dinheiro além da exploração da madeira

Exatamente por isso que as associações e cooperativas locais demandaram uma formação em sementes florestais ao IEF, que em parceria com o INCRA, CI Brasil, ICMBIO e IDESAM, organizaram uma capacitação contando com as experiências da Rede de Sementes do Xingu.

Entre os dias 18 e 23 de Novembro, ocorreu o curso de capacitação em produção e comercialização de sementes florestais. As experiências da Rede de Sementes do Xingu foram transmitidas aos participantes como uma forma de inspirar e capacitar os grupos de agricultores locais.

Capacitação aconteceu entre os dias 18 a 32 de Novembro na região do município de Serra do Navio

De acordo com Danilo Ignacio, consultor da Rede e instrutor do curso, “as atividades focaram no despertar de oportunidades e desafios para a produção de sementes, por meio de materiais didáticos e metodologias desenvolvidas pela Rede de Sementes do Xingu”. Ao longo de seis dias, o curso tratou de diferentes etapas da produção de sementes.

A partir de atividades teóricas e práticas, os participantes foram convidados a resolver problemas do cotidiano de quem busca produzir sementes com planejamento e qualidade. Entre as atividades, os agricultores trabalharam com marcação de matrizes, manejo de sementes, elaboração de calendários de coleta e mapeamento de áreas. As atividades envolveram mais de 30 pessoas entre agricultores e técnicos.

As oficinas despertaram a importância da organização local e acesso aos mercados para comercialização

A partir de atividades teóricas e práticas, os participantes foram convidados a resolver problemas do cotidiano de quem busca produzir sementes com planejamento e qualidade

Além das técnicas, as oficinas despertaram a importância da organização local e acesso aos mercados para comercialização para que de fato as propostas saiam do papel.

Para Arlete, da Associação Bom Sucesso, essa é uma oportunidade de mudança, já que segundo a agricultora extrativista do Araguari, “quem vive na floresta acha que só pode ganhar a vida com a madeira, e agora já tenho outra visão com as sementes”. Para Josias Garcia da CI Brasil, “o que mais chamou a atenção foi o aprendizado e a vontade das pessoas de por em prática, interagindo e entendo os processos”.

Após essa primeira capacitação, a proposta é que a parceria entre a Rede de Sementes do Xingu e as organizações do Amapá se fortaleça para promover novos momentos de trocas de experiências e aprendizados.

(Por Assessoria ISA; Fotos: Leandro Farias – IDESAM)

A proposta é que a parceria entre a Rede de Sementes do Xingu e as organizações do Amapá se fortaleça

As atividades envolveram mais de 30 pessoas entre agricultores e técnicos, que participaram ativamente das trocas de experiências

Quer compartilhar?