Feira comunitária de Confresa recebe Rede de Sementes do Xingu

Coletores de assentamentos rurais da região levaram materiais e sementes para compartilhar com agricultores locais

A Associação Rede de Sementes do Xingu (ARSX) participou da  Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que aconteceu do dia 06 a 09 de Novembro de 2019, na cidade de Confresa, Mato Grosso promovido pela Escola Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA ) Creusli Ramos de Sousa em parceria com a Instituto Federal (IF), Secretaria Municipal de Agricultura e a Comissão Pastoral da Terra (CPT). A feira contou também com a presença da Associação Nossa Senhora da Assunção (Ansa) e Articulação Xingu Araguaia (Axa).

Mulheres conhecendo os materiais da Rede de Sementes do Xingu.

“O papel da rede nesses eventos é divulgar o trabalho a nível regional. Nosso estande é um dos mais visitados por conta das sementes que chamam muito a atenção”, conta Cláudia Araújo, coordenadora do trabalho de base da ARSX. “Inclusive esse ano tivemos sementes crioulas de abóbora e feijão e há uma proposta da rede apoiar a criação de um banco dessas sementes juntamente com a prefeitura e a secretaria da agricultura de Confresa, entre outras instituições, que vamos avaliar”, conta.

Coletores da rede, que também são agricultores familiares, marcaram presença como os moradores do Projeto de Assentamento (PA) Manah, em Canabrava do Norte, PA Dom Pedro, de São Félix do Araguaia e Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Bordolândia, de  Serra Nova Dourada MT.

Estudantes indígenas conhecendo o trabalho da Rede de Sementes do Xingu.

“Participar de eventos locais fortalece a rede como um todo. Nos enche de orgulho participar com a comunidade de Confresa desses espaços de trocas e doações”, comenta Araújo. “A rede é um espaço de resistência, divulgação e sensibilização das pessoas porque trocamos muitas ideias, falamos do nosso trabalho em prol do meio ambiente e as pessoas ficam muito interessadas em conhecer mais.”

Cláudia Araújo, coordenadora de base da Associação Rede de Sementes do Xingu.

O evento contou também com uma mostra sobre o tema “Mulheres, Sementes, Resistência, Identidade, Gênero e Geração de Renda” e trouxe para o debate casos recentes de feminicídio na região. Os indígenas do povo Tapirapé, que vivem na aldeia Urubu Branco, em Confresa, também estiveram presentes e conheceram o trabalho da Rede de Sementes do Xingu.

“Mostramos aqui que enquanto muitos destroem o nosso cerrado, outros estão atentos à beleza das sementes, ao cuidado com a natureza. As sementes ajudam os agricultores a ter mais uma renda e é uma forma de garantir a vida das gerações futuras”, afirma a coordenadora da feira Maria José.

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