Formação, troca de saberes e conhecimento na prática: assim foi o III Módulo do curso “Compreendendo a Agrofloresta”, destinado à juventude Xavante. Realizado na Aldeia Novo Paraíso, na TI Pimentel Barbosa, entre os dias 10 e 15 de novembro, representantes de quatro aldeias diferentes estiveram reunidos para a conclusão da jornada que se iniciou ainda em agosto deste ano.

Parte da turma que esteve presente no III Módulo do curso “Compreendendo a Agrofloresta”. Da esquerda para a direita: Dafrosa, Cirino, Anita, Denilson, Rebena, Artur Simón, Renato, Reginaldo, Adeildo, Ulisses e Hernan
A formação foi feita com o intuito de fomentar o protagonismo Xavante na restauração ecológica de seus territórios, fortalecer a soberania e segurança alimentar das aldeias e promover a troca de saberes e afetos entre as comunidades coletores e o corpo técnico da Rede de Sementes do Xingu.

(Esquerda) Denilson, Ulisses e Hernan fazem contagem das mudas disponíveis para o plantio
(Direita) Plantio dos canteiros agroflorestais
O curso contou com a facilitação do professor Artur Simón, do Instituto Flor de Ibez, a tradução para o Xavante de Cirino Hi’a’u Urebeté e o apoio da Rainforest Norway (RFN). Além disso, teve visita especial de Dona Alcina – mestra raizeira de 93 anos, que vive junto dos Xavante há muitas décadas – e de Geir Finstad, representante da RFN.

Três gerações: nas fotos, da esquerda para a direita, Dona Cleuza – coletora de sementes e elo do grupo coletor da Aldeia Novo Paraíso –; Dona Alcina – mãe de Cleuza, mestra raizeira que vive entre os Xavante – e Késia, filha de Cleuza, que foi responsável pelas refeições ao longo da formação

Cirino, tradutor Xavante do curso; Renato, técnico em Restauração Ecológica da ARSX e Geir, representante da RFN
A implantação de canteiros agroflorestais na Aldeia Novo Paraíso mobilizou grande parte da comunidade, que trabalhou em mutirão, incluindo jovens, mulheres e crianças. O resultado: três faixas de 30m de árvores frutíferas e nativas entremeadas por 3 linhas de roça. Muita variedade foi plantada, como cítricos, abacaxi, urucum, pequi, mandioca, batata doce, feijões, pepino, tomate, jenipapo, xixá, bananeira, mamão, ingá, caju e mangueira.

Trabalho coletivo na Aldeia Novo Paraíso
